Design Inteligente ≠ Criacionismo.



A Teoria do Design Inteligente (TDI) defende que certas características do universo e dos seres vivos são melhor explicadas por uma causa inteligente ao invés de um processo não direcionado como a seleção natural. Os cientistas adeptos entendem que as evidências atuais indicam o design inteligente como a opção mais provável para a origem da vida. A TDI não nega a ciência nem alguns tipos de evolução –como a microevolução– da qual os seres vivos se valem para se adaptar ao ambiente através de pequenas modificações que acabam gerando variedade de características entre indivíduos da mesma espécie.

A TDI é acusada de ser um criacionismo disfarçado, pois muitos adeptos são criacionistas. No entanto, diferente do criacionismo, a TDI não se preocupa em postular quem é o designer. Criacionistas acreditam que este designer seja Deus. Ateus adeptos da TDI como Bradley Monton, autor do livro 'Seeking God in Science: An Atheist Defends Intelligent Design', reconhecem a plausibilidade científica da teoria, embora não acreditem em Deus. Outros atribuem o design da vida a seres extraterrestres.

Contudo, nenhuma ideia a priori impede que a TDI seja plausível como teoria científica. Nada interfere, pois as teses e preceitos da TDI emanam pura e exclusivamente de dados brutos científicos, de metodologia científica legítima e de interpretações científicas feitas com todo o rigor do método científico. A teoria se sustenta basicamente em três pilares verificáveis pelo método científico, os quais estão resumidos a continuação:

1)- Complexidade funcional irredutível.

Um sistema (seja um objeto, uma máquina, etc.) que cumpre um propósito, formado por um conjunto de peças que precisam estar conectadas com exatidão, sincronizadas e cada uma delas presente para alcançar um determinado objetivo, provavelmente é fruto de uma mente inteligente e não de processos aleatórios ou não direcionados. Isto é o que a ciência conhece até o momento

2)- Informação funcional e aperiódica.

A inteligência e o planejamento são as únicas causas conhecidas capazes de incorporar uma imensa quantidade de informação criptografada, comprimida, não repetitiva e aperiódica, não regida por leis ou padrões, como a ciência tem encontrado nos genomas (DNA) de todos os seres vivos, desde o micróbio até o microbiologista. Falar o contrário é ir contra as evidências científicas.

3)- Antevidência genial.

Graças ao conhecimento prévio dos objetivos finais de um sistema, um agente inteligente prevê a montagem, o funcionamento e os possíveis problemas de um projeto ainda na fase da planta e é capaz de agir com genialidade antes que estes problemas se manifestem. É justamente isso que vemos na natureza. É justamente isso que as evidências mostram. Processos naturais acéfalos e não guiados são totalmente desprovidos –por definição– de qualquer capacidade de antever ou prevenir tais entraves.

Em síntese: Existe um Designer? É muito provável, em vista das evidências científicas. Quem é esse Designer? Não é objetivo da TDI responder questões filosóficas, senão que mostrar dados, evidências e probabilidades. Os adeptos da TDI são religiosos? Entre os adeptos da TDI há religiosos, ateus e agnósticos. A TDI é realmente plausível? Ao se basear puramente no método científico, a TDI é perfeitamente plausível cientificamente falando. Criação, evolução ou TDI? A escolha é de cada um.

© Daniel Andrés.


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