Não matarás. Relação entre o Bullying e o sexto mandamento.
Existe um dia trágico no Japão. O 1° de Setembro é o dia em que mais jovens e crianças cometem suicídio nesse país. A data coincide com o retorno às aulas depois das férias de verão e a preocupação é tanta que o governo tem um gabinete encarregado da prevenção de suicídios. Entre 1972 e 2013 a média de mortes foi de 92 em cada 31 de Agosto, de 131 em cada 1 de Setembro e de 94 em cada 2 de Setembro. Foram ao total mais de 18.000 crianças e adolescentes que optaram pelo suicídio naquele período.
No ano passado o suicídio foi a principal causa de morte entre crianças e adolescentes de 10 a 19 anos. Estes jovens acabam preferindo a morte à escola por medo de sofrer abusos dos colegas e pela pressão excessiva por bons resultados acadêmicos. Alguns colégios e o próprio governo utilizam telefonemas e as redes sociais para enviar mensagens positivas aos alunos e tentar mitigar o problema.
Cerca de 90% das crianças entrevistadas recentemente pelo governo japonês, disseram que já foram alvo de bullying ou o praticaram. "O meu uniforme escolar parecia tão pesado quanto uma armadura. Não podia aguentar o clima da escola, o meu coração batia forte” –são os ditos de um aluno que foram publicados em um jornal editado por Shikoh Ishi, quem faz parte de uma ONG dedicada a dar apoio a estas crianças e que também foi alvo de bullying na época escolar. “Mesmo assim, se você decide não se juntar a eles [aos Bullys], corre o risco de virar a próxima vítima” –relata Ishi.
Talvez hoje possamos perceber mais do que nunca antes a profundidade das palavras de Jesus em Mateus 5:21 e 22 “Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: 'Não mate. Quem matar será julgado'. Mas eu lhes digo que qualquer um que ficar com raiva do seu irmão será julgado. Quem disser ao seu irmão: 'Você não vale nada' será julgado pelo tribunal. E quem chamar o seu irmão de idiota estará em perigo de ir para o fogo do inferno”.
Quem fere com a língua a alma do seu semelhante, quem humilha, quem anula o próximo e explora sua “fraqueza”, muitas vezes não percebe que as consequências podem ser desastrosas. A violência física e/ou psicológica sofrida pelas vítimas do bullying, pode influenciar temperamentos e escolhas. Pode desencadear depressão, transtornos de aprendizagem ou suscitar novos agressores. Pode gerar adultos antissociais e atitudes que atentam contra a própria vida ou a dos outros.
Quem humilha, mata. Não entre nessa.
“Não digam palavras que fazem mal aos outros, mas usem apenas palavras boas, que ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam, para que as coisas que vocês dizem façam bem aos que ouvem”.
Efésios 4:29 NTLH.
© Daniel Andrés.
Fontes:
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