Descubra como viver mais e melhor.
Há uma tendência a associar envelhecimento à enfermidade e à perda das funções cognitivas, pelo que muitos podem se perguntar: por que eu gostaria de viver mais do que a média? ou, qual seria a vantagem de viver até os 100 anos? Mas, este não é o caso de um grupo de pessoas –dentre elas muitos centanários– que não somente vivem mais do que a média, senão que vivem bem e com saúde.
Eles são ativos, vibrantes, desfrutam da vida em família, fazem trabalho comunitário, dão aulas de música, praticam cirurgias nos seus pacientes, dirigem seus próprios carros e praticam esportes aquáticos. Por décadas têm sido objeto de estudo de várias pesquisas e há dez anos participam de diferentes reportagens para publicações de renome como as da National Geographic e New York Times, e também em noticiários como o ABC News e o USA Today.
Os centanários de quem estamos falando moram na cidade de Loma Linda, na Califórnia, uma cidade que conseguiu se tornar a "Meca" da vida saudável em meio a uma paisagem urbana cercada de restaurantes de comida rápida. A longevidade tem relação com a religião da comunidade. Os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia compõem cerca de metade da população da cidade. É uma comunidade cristã evangélica que segue diretrizes rigorosas sobre alimentação, exercício e descanso.
Os adventistas creem que sua longevidade esteja ligada ao respeito pelo corpo humano como um templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19). Se abstêm de alimentos biblicamente impuros (Levítico 11) e observam o Shabat no Sábado (Gênesis 2:2-3).
O Adventist Health Study - 1 (1974 - 1988) acompanhou a 34.000 adventistas da Califórnia para investigar a relação entre a incidência de algumas doenças e o estilo de vida, especialmente as diferenças na dieta. Em média, os homens adventistas viviam 7,3 anos mais e as mulheres adventistas, 4,4 anos mais que outros Californianos. Os adventistas vegetarianos tinham uma maior longevidade, com dez anos extras ou mais.
O Adventist Health Study - 2, ainda em andamento, começou em 2002 e conseguiu recrutar 96.000 adventistas dos Estados Unidos e Canadá. Alguns dos primeiros resultados que estão sendo publicados são:
- Os vegetarianos pesam em média 13,6 kg menos que os não vegetarianos de estatura similar.
- Os níveis de colesterol, diabetes, hipertensão arterial e síndrome metabólica seguem pelo mesmo caminho –quanto mais vegetariana é a dieta, menores os riscos.
- O alto consumo de vegetais verdes cozidos, arroz integral, legumes e frutas secas, foi associado à redução do risco de pólipos no cólon –precursores do câncer de cólon.
- A dieta vegetariana não foi associada a baixos níveis de vitamina D. Outros fatores, como a exposição ao Sol, tiveram maior influencia nos níveis da vitamina.
Larry Beeson, professor de epidemiologia da Universidade de Loma Linda, participa de pesquisas sobre adventistas por mais de 50 anos. Ele diz que "ao olhar apenas para a mortalidade, os adventistas parecem morrer das mesmas doenças, no entanto eles morrem muito mais velhos". Além disso, para o Prof. Beeson, uma boa saúde não depende apenas da dieta. Deve haver uma mistura complexa de espiritualidade, dieta, exercícios e apoio social.
© Daniel Andrés.
Fontes:
- http://www.llu.edu/
- http://ngm.nationalgeographic.com/
- http://www.bbc.co.uk/
- http://www.signstimes.com/
- http://longevitylandscapes.org/
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